9.6.08



Os 7 Axiomas Fundamentais da Escola Pessimista de Peruíbe

1. As coisas no mundo não têm valor em si. O valor é um atributo subjetivo que os homens conferem ao mundo que se apresenta. Porém, a construção destes valores passa pela trajetória existencial.

2. Nunca conhecemos, ou conheceremos, a coisa-em-si. O mundo como ele realmente é. Não nos conheceremos, muito menos o outro. Tal façanha jamais se dará ao entendimento humano. Só fenômenos constituem o que chamamos de mundo. Percepções subjetivas que afetam nossos sentidos. Este princípio kantiano sempre deve ser levado em consideração.

3. Na ordem da percepção primeiro existe o Ser. O Ser se torna sujeito através de sua trajetória social. É a percepção mais intima do Ser que possui o maior grau de relevância. Como a vida é um incomodo marcado pelo desejo (principal algoz da existência), estabelecemos que a vida é um sofrimento. Ao nascer temos a imediata constatação desta verdade. A socialização simplesmente camufla este estado latente do espírito. Por isso, apesar do mundo não ter um valor em si, e os valores serem construído na relação corpo/psique/social, a percepção última do sujeito revela uma das poucas verdades que o homem pode postular sobre o mundo. Esta verdade é que a vida humana nada mais é do que a busca pela satisfação dos desejos e resulta invariavelmente em dor e sofrimento.

4. Todas as relações humanas se iniciam através dos fenômenos percebidos do outro. Estes fenômenos geram representações. O mundo, como postula Schopenhauer, é representação. Logo, só temos representações do mundo e das pessoas que nos rodeiam. Somos levados a idealizar todo objeto ao nosso redor e todas as pessoas que conhecemos. Criamos expectativas, portanto. Construímos representações segundo nossas percepções e desejos. O homem, em estado de ignorância, luta para garantir as representações que ele arbitrariamente cria sobre o mundo e sobre as pessoas. Por isso, o princípio do sofrimento é a inadequação do mundo idealizado e a realidade como se apresenta. O ódio, a ira, a angústia e todos os afetos ruins têm origem nas expectativas erradas sobre o mundo que nos cerca. Quanto menor a expectativa menor o sofrimento, logo mais suportável e prazeroso se torna o instante existencial.

5. O mundo como percebemos é um vir-a-ser. Somos um fluxo. Mudamos a todo o momento. A todo instante. A cada segundo. Ao aceitarmos a mudança constante do ser concebemos o mundo e os homens como um vir-a-ser. Nada é para sempre, por isso vai sendo. Se transformando. O problema nas relações humanas decorrer em não constatar esta verdade. A luta por manter sua ilusória identidade, luta esta contra o fluxo inevitável que muda o Ser, faz o homem se perder na própria existência. O leva a buscar algo imutável que não existe, pois tudo muda a cada instante. A mudança pode gerar dor, e sua constatação acarreta na angústia de se viver. A ilusão de uma essência imutável é o princípio do descontentamento de si.

6. O problema com o “outro” decorre da inadequação entre a representação que os homens fazem daqueles que os rodeiam. A necessidade de criar uma representação imutável do outro, e conseqüentemente expectativas, força os homens a viverem no engano. Cada um busca construir uma identidade sólida que nada mais é do que a busca de uma representação que nunca muda. Não admite que o outro esteja mudando a cada instante. Porém, como a permanência do Ser não é possível, ocorrem os conflitos. Os homens frustram-se com o outro porque constroem representações inadequadas destes. Desejam, por conta de uma falsa sensação de segurança, conhecer a essência imutável do outro sendo que ambos mudam a cada instante. A base do conflito é, antes de tudo, falsas expectativas decorrentes dos problemas de representação.
Adendo 6.1: Uma ação mau-caráter é aquela cujo intuito é falsear a própria representação na clara tentativa de ludibriar o outro. Construção de uma personagem inexistente para levar o outro ao engano. Este procedimento visa uma busca de vantagens por meio da criação de falsas expectativas.

7. A busca pela verdade não traz necessariamente o bem. Não é gerador do que se chama de felicidade (conceito este impreciso e inalcançável). Qualquer tipo de saber ou ciência não libertará o homem da sua miserável condição existência. A ciência, e ética e a política nunca nos fornecerá, nelas mesmas, a boa vida. O conhecimento só pode diminuir a angústia de viver. Amenizar as dores do mundo.

Filie-se!


30.4.08



Caso Isabella

A menina do prédio em frente joga insistentemente suas bonecas pela janela


11.4.08



Quando uma borboleta chinesa bate as asas no Tibet

Lhasas Apso do bairro Moinhos de Vento protestam defecando na calçada do China in Box.


19.3.08



Parental Control

Seu primeiro beijo foi pra pegar gelatina. Depois brincou de médico, se não me engano, com a mesma prima. Tinha uma Suzi que fazia o Falcon trair a Barbie. No playground do condomínio Pricila começou o brincar de pegar.

-Pai, posso dormir na casa da Virginia?
-Não.

Perdeu a inocência debaixo dos seus lençóis com um ursinho de pelúcia peludo e macio. Tinha então treze. Anos, não ursinhos. Descobriu no colégio com a amiga Virginia que com um certo tipo de olhar podia fazer com os homens o mesmo que fazia com os bichinhos de pelúcia. Logo o urso era um professor de matemática grosseiro, careca e duro. Nesse tempo os seios ainda eram cones sem silis. Recheou seu orkut com fotos de biquíni e aquele olhar. Mesmo odiando números em matemática ela sempre passou.

-Pai, posso dormir na casa da Virginia?
-Não. Mas a Virginia pode dormir aqui.

Perdeu a virgindade nos dedos da Virginia. Sentiu falta dos pêlos, mas por algum tempo foi bem divertido. Já tinha quatorze e os meninos da sala começavam a fazer algum sentido. Foi quando conheceu Matheus. Virginia fez de tudo, mas foi difícil vencer um certo cheiro. Pricila lambia, mordia, roçava, esfregava e quando ele se tornava ativo pegava Virgínia pela mão e ia embora.

-Pai, posso sair com o Matheus?
-Só se for com a Virginia junto.

Aos quinze já tinha idade pra entrar na Neo e pegar a Virginia e o Matheus no banheiro masculino. Maconha dá sono. Bala não, afinal os pais confiam nela ( ? ). Vodka ( ! ).

-Pai, to saindo
-Com quem?
-Com a Virginia e o Matheus.
-Antes das 4 em casa!

Deixou Matheus meter-lhe o pau as cinco e meia da manhã durante uma bebedeira num churrasco da escola. Ofereceu à sua amiga Virginia que aceitou pra não ficar pra trás. Descobriu com seu amigo Matheus que aquele certo olhar que tornava os homens bichos de pelúcia só funcionava até deixar eles meterem. Fez então dezesseis e conheceu o verdadeiro rock’n roll.

-Pai, to saindo
-Com quem?
-Com a Virginia e o Matheus.

Chegou no Opinião sozinha e conseguiu entrar usando aquele sorriso com o segurança que ainda não tinha metido. Não queria ser chamada de groupie, mas tinha certeza que só se pode amar verdadeiramente um rockstar. Conheceu um baterista de banda de cover. Fudeu. Cheirou. Curtiu o glamour do backstage e as atenções concedidas as celebridades locais. Começou a se sentir "so fucking special".

-Você vai sair assim filha?
Blam!

Logo Priscila percebeu que para um rockstar ser um rockstar só pode existir um ser humano especial, ele mesmo. Sujeitou-se a ser mais uma por algum tempo. Sofreu com o schadenfreude das outras groupies. Um dia desistiu pra não ter mais que vê-lo na cama com a Virginia. O que podia ser uma alergia tornou Pricila alérgica. Pra se sentir um ser humano melhor, resolveu trepar com todo mundo. Meninos, meninas, meninos e meninas, mods e emos, sufistas e manos. Tinha quase dezoito quando foi presa na cama fumando um baseado com um produtor musical ciquentão que andava pela cidade. Ele foi condenado por estupro e tráfico de entorpecentes. Pricila pegou um mês de castigo.

Blam!

Virou personagem cult na Av. Independência. Customiza camisetas com retalhos e já apareceu no Patrola. Que aproveite enquanto pode pq para maioria isso só dura até os 25.


2.3.08



Perversão

O exibicionismo, assim como qualquer outra prática sexual, torna-se patológico, ou seja, uma perversão, quando imposto a alguém que não consinta nisso ou que não seja responsável, por exemplo, as crianças e os mentalmente perturbados. No primeiro caso se enquadra o clássico tarado de capa de chuva no parque. No segundo as solteiras histéricas que freqüentam aquele lugar.


6.9.07



Incomunicável

O celular sobre o criado-mudo tocou às cinco e meia da manhã. Era um aparelho antigo dos que tem toque de lotação dando ré e esse foi o escolhido. Ele virou de lado, atendeu e falou baixinho. – Alô...O quê? Aconteceu alguma coisa ? Tu bebeu? Tu tá bem? - A namorada com quem ele dividia a mesma cama e uma paixão avassaladora há mais de um mês levantou a cabeça do travesseiro pra mostrar que estava acordada. – Eu tô na casa de uma "amiga". Onde tu tá? O que foi que aconteceu? Tudo bem, qualquer coisa me liga. – Ele desliga. – Era a Blur, uma amiga. – Ela lembrou que também era. Minuto depois: Tututu...Tututu...Mensagem de texto. Minutos depois: Tututu...Tututu. Outra. Ele apagou o telefone e afundou a cabeça no travesseiro. Ela aguardou alguns instantes que não aconteceram ainda com a cabeça erguida pra "mostrar que estava acordada". Levantou para fazer uma térmica de café. Largou a térmica sobre a mesa, tomou um banho, fumou um cigarro e voltou para cama. Ele perguntou se estava tudo bem e ela lhe devolveu a pergunta. Ele respondeu que sim e ambos voltaram a fingir que estavam dormindo. Horas depois, sentados pra tomar aquele café de horas antes, o moço conversava assuntos banais e repetia que a amava. Normalmente quando ela dizia que lhe amava, ele respondia com um sim senhora. Raramente pronunciava essa palavra com pronomes retos por perto. Saiu para trabalhar, ligou duas vezes e não tocou no assunto nem como anedota. No final do dia conversou com ela pelo msn e todos sabem que é no msn que as pessoas se revelam. Não escreveu uma linha. Ela lhe enviou um e-mail terminando o romance que dias antes era eterno. Nunca mais se encontraram. É bem verdade que a Blur era só uma amiga passando por momentos difíceis. Contudo serviu de pretexto para justificar a falta que ela sentia dos sentimentos expressados, das coisas ditas. Achou melhor assim já que acreditava que amor não requer mediunidade.


25.8.07



Como Lia pode poliamar uma bi bi-polar

Lia não consegue parar de pensar nelas. Espera sempre por palavras, mas o que recebe são as Clarissas que precisam ser decifradas. Tenta não ter que encontrar sentido nos olhares perdidos dos primeiros momentos porque sabe que minutos depois eles vão se transformar e lhe atravessar e lhe fazer surda. Então vai entender os sinais e não precisará de mais nada. Toda vez, toda vez, isso acontece. E toda vez ela segue esperando por palavras e tentando não ter que encontrar sentido mesmo sabendo que aquilo que é essencial está por vir. Só que tem uma Clarissa que ela quer muito e é aquela que acorda de manhã e olha sem as camadas do dia e que é a mais pura. Deve ser por isso que Lia fala tanto em casamento. Ama todas as Clarissas, inclusive as que não lhe querem por perto, mas a primeira Clarissa da manhã ela sabe que também lhe ama e por ela jura paciência e compreensão. Deseja recíproca para que um dia uma e outra virem nós e mais algum tipo de felicidade que não pareça tão passageira. Lia ainda acredita em utopias.


17.8.07



Sashimi na chapa

Todo o dia eu vejo o sol nascer antes de dormir. Não lembro dos sonhos porque eles se escondem de mim. Nos dias de chuva os pássaros não cantam, mas nesse tem sol. Muitas vezes acordo pro almoço. Como. Como? O dia já é muito hoje e eu não quero sair porque to sempre atrasado. Me encolho num canto com meu cachorro abandonado e espero anoitecer. Outras vezes eu levanto e janto e me encolho num canto com meu cachorro abandonado e espero amanhecer nublado. Eu sou a sombra projetada nas paredes da caverna fria. Já amei por fotolog uma guria. Tive banda de cover das sobras de estúdio dos Beatles. Conheci o ser humano perfeito num perfil do Orkut. Fingi que escolhia vinho. Usei calças que se ajustam ao meu corpo e óculos de aro preto. Mas nada disso me revela e torna tudo irrelevante. Vivi tanto o personagem que não sei se sou pessoa. Sinto a ansiedade que se sente quando se corre atrás de um tempo perdido que, por perdido, não tem direção. Eu perdi, mas agora decidi que o tempo é que tem que me perder.


23.9.06



meu sonho pequeno-burguês é ter um crossfusca


19.9.06



De certa forma ele puxou ao dono...rs...



...em muitos aspectos...


6.9.06



Esse é o bodo


19.8.06



O que eu não sou

Não sou budista, não tenho vergonha dos meus caninos. Não cito Nietzsche e tênis adidas não me impressiona mais. Meu cabelo não é passado a ferro e odeio arrastar corrente. Detesto vinho tinto porque deixa minha língua áspera lá atrás. Não sonho em trabalhar na TV nem nunca dei pro diretor. Não quero ser moderno porque ser moderno é ser retrô. Não tenho medo de exibir minha timidez então não sento pra conversar. Não sou míope e não uso o mesmo óculos de quem eu tenho que imitar. Não sou ousado, nunca tentei pegar a amiga da namorada na frente do cunhado. Eu sou chato. Um fracasso. Eu gosto de saber que jamais vou parecer com quem que eu deveria ser quando crescer.


20.7.06



Onze

A metade de 8 é 3.


18.6.06



9linha

Nove na linha.


17.6.06



Fenômenas

...foi quando Ronaldo disse ao CEO da Nike: mata o desgraçado.


11.2.06



Signos

Câncer com ascendente em Câncer, sou pura metástase. Lua em Aquário, mergulho no universo aprisionado. Tudo o que sei é água e vidro. Transparente. Sólido e liquido. Sonho por dias fluidos até que a vida me barra. E do outro lado existe apenas a verdade distorcida.


9.2.06



Tekpix

Surge uma geração que ama mais as câmeras do que as fotografias.


24.1.06



A Palavra

Capitulo I: Gênesis

No principio não existia Deus


2.1.06



Ecolalia está no blocos online, na seção contos. Quem não leu vai lá e lê, ó...


31.12.05



como se não bastasse tudo, ainda chove


25.12.05



O verdadeiro espírito de natal

Saudade é coisa do passado; dos segundos adiantados pelos melhores momentos vividos. Jamais sentirei falta do presente, que futuro atrasado, não trás de volta o meu amor.


11.12.05



Idéias que vão me deixar rico

Adesivo lente de câmera para celulares


Para aqueles chinelões que não vão poder aproveitar nem as ofertas de natal da Vivo. Deve ser vendido a "Um Reá" no centro da cidade. É só destacar e colar atrás do seu aparelho desatualizado. Várias cores e modelos de lente.


18.11.05



Lapso

Hoje nós sabemos oq a direita já sabia. O Presidente é um ser abstrato que só se expressa no figurativo.


16.11.05



Ando muito interessado em revisão de conceitos


Banksy - vandalismo em óleo sobre tela



Ando muito interessado na guerrilha urbana


Banksy


11.11.05



Fashion não é a palavra mais brega da "língua portuguesa", ãh?


4.11.05





Bianal

A arte contemporânea é uma prostituta barata de anúncio jornal: bi, anal. Atende em qualquer lugar publico.No canto de uma praça, numa avenida movimentada, na frente do mercado ou até mesmo, quem diria, no museu estadual. Seu local preferido, no entanto, será sempre um banco multinacional. A arte contemporânea é preciso que seja dita como tal. SM, supermercadológica. Realiza todas as suas fantasias de ser intelectual. Segundo a imprensa, desperta a tua sensibilidade. Mas o sujeito ali apalpando a placa dobrada de metal, está verificando se aquilo que lhe dizem especial tem realmente algum significado para sua deprimente vida normal. Não tem. Reflete apenas a mediocridade criativa dos cafetões que as colocam no varal. E vc que se acha inteligente, que vai até lá, segura o queixo e finge que entende, não passa de um mais um desesperado por atenção que paga pra ter uma relação sexual, coisa que daria mais trabalho na vida real. Se finge de culto, diz pros amigos que foi ver as "obras" e tal. Depois vai até o shopping e compra uma merda de massa corrida em espiral, pintada com aguado de cal e colada numa superfície de papel. Aí coloca no quarto, combinando com o lençol. Bem na boa, sou mais ver nas paredes o pôster do palhaço chorando ou um anão de jardim no quintal. A arte contemporânea é uma bosta e nós, moscas, sobrevoando como loucas, ansiando parecer alguém que a mídia considera um ser humano "legal". Meus Deus! Que mundo é esse onde tudo é tão superficial? Horrível com uma rima que termina sempre em al, al, al...


22.9.05



hoje eu...


16.9.05



contagem regressiva


3.9.05



É mais ou menos assim...

Este lado para cima



Cuidado! Sou frágil. Quebro com a menor saudade. Me enrola em plastibolha para esta viagem. Ploc,ploc. Mania de estourar. Será um sentimento destrutivo? Segura bem firme. Não me deixa escorregar. Carrega no colo sem apertar. Isopor no coração, caixa bem forte de papelão. Tem um espaço vazio aqui no peito. Capacidade máxima: Uma menina de nome certo. O amor não esta coberto por seguro contra atitudes radicais. Como ter controle das coisas que se faz? Então ta. Leva no correio, manda de volta pro lugar de onde veio. Este estabelecimento não se responsabiliza pelos sentimentos aqui estacionados. Não deixe objetos de valor esquecidos dentro do carro. Por favor, fume dentro do elevador. Aguarde atrás da linha amarela. Piso escorregadio. Seguir a via segura é do meu feitio. Mas deixe alguma lembrança. Sentir o cheiro de uma fragância pode ser a esperança. O beijo é tão profundo quando goza. Quero a tua língua. Quero a tua barriga. Quero o relevo das tatuagens. Quero a confiança de uma amiga. Quero a imortalidade da tua imagem. Me diga. Me ensina. Me explica quem eu sou. Esta análise me deixa louco. Eu quero ficar louco. Tudo oq sinto vem de vc. Brota ai dentro. É pra onde eu vou. Ih! Caí. Junta os cacos; retira os pedaços que não te agradam. Faz de mim um novo eu. E sempre que eu fizer errado, me joga no chão e começa tudo outra vez. É preciso ter paciência para quebra-cabeças. É preciso ter paciência para construir o amor. Tosca em alemão. Desiderium em latim. Os cães não sabem se passaram dias ou minutos. Sentem falta do dono no momento que eles vão embora e a saudade é a mesma depois de um mês ou dois segundos. Então ela não aumenta, nasce máxima. Melhor assim. Creio em Wittgenstein. Me construo através das palavras. Quando digo que amo, me faço amor, tomo consciência dele. Quando digo saudade ela é apenas minha. Experiência única que só eu sei. Para os chineses são alguns traços, para os ocidentais alguns vocábulos. Para mim, sou eu de cabeça pra baixo. O mundo está incorreto e apenas uma pessoa pode torna-lo direito.


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